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Goiânia : Segunda-feira, 16 de Julho de 2018
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Como educar bons valores.

Como educar bons valores.

 

 

Transmitir valores é uma preocupação que pais e professores têm ao educar seus filhos e alunos. Como educar com bons valores? Quais os valores que precisam ser passados? Como fazer isso no dia a dia? Como transformar os valores desejados em prática? Como enfrentar os desafios e encontrar caminhos para uma educação de valor? Essa é uma tarefa que cabe somente à família? Pode a escola ajudar?

Tais inquietações são naturais, afinal, o assunto é sério e complexo, e a busca por caminhos é necessária e urgente para que a vida em sociedade seja mais saudável e feliz. Apesar de não haver respostas simples, nem receitas prontas, é possível apontar caminhos para trilhar uma educação de valor capaz de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente.

A indisciplina, a falta de limites, o desrespeito, o vandalismo, o envolvimento de jovens com álcool e drogas, os níveis de aprendizagem cada vez mais insatisfatórios são as principais queixas de pais e professores. Essas questões parecem estar associadas à crise de valores que estamos vivendo nos “tempos atuais”.

Aqui vale uma parada para pensar que os tais “tempos atuais” de que muitos se lamentam não apareceram por força do acaso, mas resultam da ação humana. Assim também acontece com os valores (desejados ou não): eles não surgem, simplesmente, como num passe de mágica, obrigando-nos a aceitá-los; eles existem porque são vivenciados e, portanto, são transmitidos para as novas gerações.

Uma educação de valor também não decorre da força do acaso, nem é uma questão de sorte ou azar. Ela reflete o valor e a intencionalidade da ação educativa; é fruto de uma conquista diária que supera o discurso da lamentação sobre “os valores que se perderam”. É obra daquele que acredita, vive e investe na boa educação.

Valores não se perdem, mas se transformam. Valores não aparecem, simplesmente, mas são construídos. Portanto, é urgente expandir o olhar e encontrar novas estratégias que contribuam, efetivamente, para a construção de uma educação que resgate os valores desejados.

Educar para valores é transmitir aos filhos ou alunos ideias em que realmente acreditamos e, sobretudo, que praticamos. E aí vêm as perguntas: Em que acreditamos? O que estamos realmente exercitando no dia a dia? Como convidar alguém a acreditar naquilo que apreciamos e que consideramos de valor para a vida, se não o vivenciamos? É preciso dar o exemplo!

Além de discursarem sobre os valores em que acreditam, os adultos precisam também praticá-los em seu cotidiano, nas pequenas e nas grandes atitudes. Professores que cobram disciplina, mas chegam atrasados à sala de aula; pais que cobram posturas de respeito, mas destratam e menosprezam empregados e funcionários; essas incoerências entre o discurso e a prática deixam crianças e jovens sem referência para apoiar suas crenças. Se queremos convencer alguém de que vale a pena parar para ouvir quem está falando e respeitar as pessoas, precisamos, então, incorporar o hábito de aprender a ouvir e a respeitar.

Afinal, esse é o maior e melhor legado que podemos deixar para os nossos filhos: um mundo de valor, um mundo em que as pessoas amem e sejam amadas, cuidem e sejam cuidadas, respeitem e sejam respeitadas nos mais diversos segmentos sociais. Se é assim que desejamos, então é assim que devemos educar, pois a colheita só acontece depois do plantio. Então, é importante fazer germinar essa semente!

 

Autora: Maria Helena Marques.

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