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Goiânia : Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
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Sugerimos algumas atitudes...

Sugerimos algumas atitudes...


SUGERIMOS ALGUMAS ATITUDES QUE FACILITARÃO NA CONSTRUÇÃO DE LIMITES, MANTENDO A AFETIVIDADE. 
 
     1º -  Trate o comportamento do seu filho sem irritação ou raiva. Quando a vontade dos pais é contrariada, eles têm a tendência de irritar-se e tratar o comportamento não pela medida do ato, mas da raiva que está sentindo. E, quando o comportamento é associado à outra insatisfação pessoal, é um desastre! Espere acalmar-se e afetivamente corrija, trate, converse, redirecione. Aja com amor!
 
     2º - Admita os comportamento inadequados e trate-os distante de outras pessoas. Quem acha muita explicação e desculpas para os erros dos filhos, certamente, tem dificuldade de admitir os seus erros e estará impossibilitado de ensinar autorresponsabilidade. É necessário conduzir a criança ou o adolescente a perceber seus erros e a consequência dos mesmos. Este ato de tratar o comportamento deve ser feito em particular. No ambiente familiar, isto deve ser feito de forma reservada da presença de outras pessoas, como irmãos, parentes, empregados, pois, afinal, o diálogo pressupõe o encontro entre duas pessoas. Um encontro é necessário, pois é preciso cuidar, e não se cuida com discurso, cuida-se com diálogo afetivo, estabelecimento de limites e assumindo as devidas consequências ao rompimento dos mesmos.
 
     3º - Diferencie a criança ou o adolescente do erro. Frustre sem condenar. O erro não é para ser ignorado, há normas de conduta e valores morais que necessitam ser perpetuados e construídos no interior de cada “ser”; mas, a transgressão destes limites sociais não pode diminuir o valor do “ser”, que precisa ser frustrado, sem ser condenado. Quanto mais dificuldade há em respeitar os limites, mais necessidade há de ser discipulado, de ter modelos, de receber limites afetivamente.
 
     4º - Associe o toque físico afetivo às palavras de correção. Uma palavra de correção não deve vir acompanhada de uma cara feia, de alguém rancoroso, cheio de ira. Dentro dos limites aceitáveis, associe o toque físico a estas palavras de correção. No ambiente familiar, após uma correção, os pais devem abraçar carinhosamente seus filhos, demonstrando que seu amor não diminui.
 
     5º - Use o “não” de maneira sábia e equilibrada. Os pais de uma forma geral têm facilidade de dizer o que não deve ser feito. Já pensou quantos “nãos” a criança recebe ao longo da sua vida? A palavra de negação traz um poder de rejeição, de desorientação. E, aí, deixa a criança ou o adolescente fazer o que quer? Devemos tratar é do redirecionamento. O “não” pode ser dito com outras palavras, quando os pais orientam como deve ser feito e a maneira correta de proceder. A Neurolinguística trata do poder de atração da palavra NÃO. A frase que contém “não” para ser compreendida traz à mente o que está junto com ela. O “não” existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em “não”... (parece uma palavra sem sentido dissociada de um acompanhamento, não o quê?). Agora vou lhe pedir que “não pense na cor amarela”, eu pedi para você “não pensar na cor amarela”, e você pensou. Procure falar no positivo o que você quer, o que deseja. Para acontecer isso, é necessário tempo. Afinal, educar exige tempo. Um “não” é mais rápido, mesmo sem funcionar. 
 
      6º - Evite manipular ou deixar-se manipular. A chantagem é uma das estratégias mais utilizadas para manipulação. Alguns pais fazem chantagem com seus filhos para conseguirem mudança de comportamento. No dia a dia as crianças e os adolescentes também querem realizar seus desejos e, para conseguir seus objetivos, elas utilizarão as mais variadas estratégias, como chantagens, birras. A manipulação passa a ser uma via de mão dupla.
 
     7º - Trabalhe suas emoções para não fazer compensações ou concessões por sentimento de culpa. O corre-corre da vida moderna e a decisão de investir seu tempo integralmente no trabalho trazem aos pais um sentimento de culpa por negar aos filhos a sua presença. Nestas circunstâncias, é necessário trabalhar suas emoções, avaliar as suas decisões e não ceder a caprichos ou tentar compensar a ausência com bens materiais. Para estabelecer limites, mesmo quando perceber que precisa dedicar mais tempo e atenção a seus filhos, não deve fazer concessões em virtude do sentimento de culpa.
 
    8º - Evite o jogo do “empurra-empurra”. Este jogo pode acontecer tanto da mãe para o pai como dos pais para a escola e agrava-se bastante quando os pais são separados. A atitude de transmitir para o outro a responsabilidade de disciplinar demonstra para a criança que ela não pode confiar naquele adulto inseguro e está livre para fazer o que quiser. Cada um deve exercer o papel de educador, sem transmitir ao outro o que é da sua responsabilidade. Por exemplo: é bem comum e prejudicial os pais pedirem aos professores para intervir na educação familiar, e, quando as crianças têm determinadas atitudes, os pais ameaçam: “Vou contar a sua professora o que você fez!”
 
     9º - Seja coerente na rotina. Seja o exemplo. É por meio de uma rotina estabelecida que os limites serão estabelecidos. A rotina precisa ser vivenciada pela criança ou pelo adolescente, tanto em casa quanto na escola. Nesta rotina, devem ser estabelecidas as responsabilidades, de acordo com a idade, para desenvolver a autonomia; também precisa haver um acompanhamento rigoroso e amoroso do cumprimento das rotinas, com as devidas correções quando houver desvio. A rotina deve ser vivenciada também pelos pais, pois a ética é construída com palavras, mas principalmente com exemplo.
 
    10º - Seja perseverante e consistente. Para os pais terem sucesso na educação dos seus filhos, eles precisam ter claro em suas mentes que tipo de educação deseja. É necessário ter a convicção dos valores essenciais que desejam transmitir aos filhos, pois estes valores não são transmitidos automaticamente. Os valores são vivenciados e assimilados pela convivência: isto leva TEMPO. Os pais não educam quando mudam as regras todos os dias ou permitirem que seus filhos as façam. A perseverança é a manutenção da mesma atitude dos pais, desde pequeninos até verem aquela atitude cristalizada na rotina. Esta rotina precisa ser coerente, ética, e isto exige disciplina também dos pais.
 
      Você pode pensar nestas e em outras atitudes, mas não adianta nada só pensar, é preciso agir. Decida sair da passividade e fazer a diferença!
 
(Afetividade e Limites, uma parceria entre a família e a escola - Edileide Castro)

 
           
 
 
Atenciosamente,
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