Extraído na integra do Jornal O Popular.
Vestibular da UFG segue tendência de mercado
Concorrência para o concurso de meio de ano, divulgada ontem, mostra que candidatos buscam áreas que têm demanda de trabalho
Macloys Aquino
A procura por cursos no vestibular de meio de ano da Universidade Federal de Goiás (UFG), que começa no próximo domingo, reflete demandas de mercado. Se o setor de construção civil é o que mais cresce no Brasil e em Goiás, não por coincidência a maior procura é pelo curso de Engenharia Civil, com 1.663 inscritos, segundo a universidade divulgou ontem.
Os programas de financiamento para a casa própria e o boom imobiliário, entre outros fenômenos associados à expansão econômica brasileira, garantem que o setor da construção civil e também a demanda por engenheiros se mantenham em alta .
"A demanda é tamanha que o mercado não tem conseguido suprir as vagas disponíveis", diz o secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad. "Brinco dizendo que o empresário está na porta da universidade, esperando o profissional para contratar", completa a gerente de Planejamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Maristela Nunes. Na construção civil, não só a demanda por engenheiros, mas por mestres de obras, pedreiros, gesseiros, armadores, soldadores e eletricistas cresce. "O engenheiro não trabalha sem esses profissionais", diz Maristela. Não por outro motivo o Senai inaugura, no segundo semestre, o curso tecnológico de Edificações.
Treineiros aproveitam exames de meio de ano
Depois da Engenharia Civil, os cursos mais procurados na vestibular de meio de ano da UFG são Veterinária e Administração de Empresas. Alguns dos inscritos são treineiros, que aproveitam o vestibular de meio de ano para afiar os conhecimentos.
Denner Nogueira Vargas Diniz, de 18 anos, fará prova no domingo para Administração, mas seu desejo é passar em Direito. Este é o seu segundo vestibular e ele já foi aprovado, no ano passado, para Ciências Contábeis na UFG e na Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG). Não quis fazer os cursos. "Assim como não pretendo fazer Administração, caso seja aprovado", disse.
O administrador de empresas também é cada vez mais requisitado no Brasil. O setor de serviços, de qualificação de gestão, cresce a taxas superiores às da economia: o Brasil tinha 879.691 empresas de serviços em 2008, um aumento de 10% em relação a 2007 (793.928 empresas), segundo dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso aumenta a demanda por administradores.