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Goiânia : Quinta-feira, 19 de Julho de 2018
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Volta às aulas: um momento de adaptação/readaptação.

Volta às aulas: um momento de adaptação/readaptação.

 

Para (pais e responsáveis), iniciar um ano letivo pressupõe estarem todos preparados para novos desafios, possibilidades.

O primeiro desafio é o da adaptação: para os pequenos é a professora nova, novos amigos, às vezes mudança de escola...

Para os maiores, especialmente no 6º ano, como se não bastassem as mudanças biológicas (hormônios principalmente), psicológicas e emocionais, às quais eles têm que se adaptar, há a questão do aumento de número de professores. De uma única professora regente, passam agora a ter cerca de oito professores.

Diante dessas duas situações sempre surge a questão que pode gerar ansiedade: quem vai “cuidar” de mim?

Em proporções diferentes, crianças e adolescentes precisam sentir que existem pessoas que “cuidam” deles, sejam disponíveis, percebam suas necessidades.

Quero lembrar um conceito de “viver” que sempre cito...

O que é viver “Viver é um adaptar-se contínuo ao meio em que vive, procurando satisfazer nossas necessidades físicas e psicológicas.”

Vamos às questões relacionadas ao assunto adaptação à escola.

 

a) Iniciando o Fundamental II

 

Meu filho está iniciando o Fundamental II, ou seja, o sexto ano. Lembro da dificuldade que tive nesta fase escolar. O que fazer para que a adaptação dele ocorra de forma a não deixar marcas negativas?


Quando a criança é pequena o acompanhamento familiar com relação à vida escolar é efetivo, às vezes intenso.

Com o crescimento das crianças os pais muitas vezes se descuidam, pois acham que elas precisam de autonomia, saber cuidar de si mesmo. Engano: quanto mais autonomia o adolescente tem, mais intenso deve ser o acompanhamento e, consequentemente, a parceria com a escola.

É nessa fase que acontecem os desvios de comportamento; também é agora que eles estão construindo sua identidade, formulando seus projetos de vida.

Como contribuir com este período de adaptação?

Algumas sugestões podem minimizar este período de adaptação.

Em primeiro lugar converse com a escola sobre o dia a dia, ou seja, sobre a rotina que seu filho terá. É muito importante conhecer as atividades diárias e complementares da escola para que todos possam se organizar.

Você pode solicitar da escola comunicação individual, que possibilitará acompanhar não só as dificuldades, mas também as conquistas de seu filho.

Ao conversar com seu filho fale sempre bem da escola para que ele tenha uma expectativa positiva em relação aos estudos, ao aprender.

Ao deixá-lo no portão deseje um dia escolar de desafios e conquistas, um bom dia escolar. Ao ir buscá-lo pergunte sobre o que ele aprendeu, se gostou, o que mais chamou sua atenção naquele dia.

É importante conhecer os professores que terão contato com seu filho. Trate-os com respeito e consideração para que seu filho faça o mesmo. É bom lembrar: nossos filhos aprendem muito mais com nossas ações do que com nossos discursos.

Observe com atenção as tarefas (isto não implica fazer as tarefas por ele), pois nada é tão importante como o vínculo afetivo com este “olhar atento”. Pesquisas comprovam que a atuação efetiva e afetiva dos pais interfere no desempenho escolar dos filhos.

Evite sobrecarregá-lo com atividades fora da escola. Deixe passar o período de adaptação para, aos poucos (e se tiver disponibilidade), introduzir outras atividades. Observa-se um grande número de alunos do período vespertino que chegam à escola cansados devido as atividades extras matutinas ou vice-versa. 

Procure conhecer as famílias dos amigos de seu filho, pois são comuns os passeios em grupos se intensificarem a partir de agora. Observe atitudes e rotinas dos mesmos, sem emitir julgamentos. Faça escolhas de acordo com os valores e crenças de sua família, não impondo afastamentos, mas propondo situações que não prejudiquem seu filho (reunir os amigos em sua casa é cansativo, mas uma boa estratégia para acompanhar os vínculos de amizade).

Além destas sugestões básicas, seu bom-senso de mãe/pai vai apontar outras ações que irão contribuir com este período de adaptação.

Uma boa adaptação para ele... e para vocês também.    

 (Fonte: Livro – Limites com severa doçura -  Maria Augusta Sanches Rossini)

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